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Crueldade

Mãe mata as duas filhas pequenas para voltar a fazer programas

A motivação para o assassinato das próprias filhas seria o fato de a mulher querer voltar a encontrar homens.

03/08/2019 18h35
Por: Expresso Notícia
Foto: Reprodução/BPM Media
Foto: Reprodução/BPM Media

Uma mulher de 23 anos foi condenada à prisão perpétua nesta sexta-feira (2) na cidade de Rugby, na Inglaterra, por ter assassinado as duas filhas pequenas dela, uma de três anos e a outra de apenas 1 ano e 6 meses. Louise Porton deverá ficar presa por pelo menos 32 anos.

Segundo o The Sun, a mãe matou a filha mais velha, Lexie, no dia 15 de janeiro do ano passado ao sufocá-la durante a madrugada. A mais nova, Scarlett, foi assassinada poucos dias depois, em 1º de fevereiro. Ela também foi sufocada, mas a dinâmica da morte dela não ficou explícita.

A motivação para o assassinato das próprias filhas seria o fato de a mulher querer voltar a encontrar homens. Segundo a mãe, as garotas estariam atrapalhando a vida sexual dela. No processo, pesou ainda a ré ter aceitado 41 pedidos de encontro em um aplicativo de relacionamento dias depois da morte de uma das meninas. Ela também chegou a fazer sexo com homens por dinheiro depois de conhecê-los pela internet. Além disso, a mulher ainda foi vista conversando “muito animada” com um homem pelo celular durante o enterro da filha mais nova.

Meses depois, Louise ainda anunciou em um grupo no Facebook as roupas das meninas para venda. A mãe de Louise, Sharon, contou à publicação que a filha “tornou-se um monstro” e que desejava ter participado mais ativamente da criação da mulher e das próprias netas. Segundo ela, Louise claramente planejou o assassinato das bebês. A mulher mostrou-se revoltada com o serviço social do país, que teria recebido diversas denúncias contra a mãe das garotas e não agiu a tempo de impedi-la de cometer os crimes. “Algo estalou na cabeça dela. Ela se tornou um monstro, minha filhinha maravilhosa mudou”, disse Sharon. “Ela não é a garota amorosa e feliz que eu criei. Eu não a considero mais minha filha”, explicou.

A juíza responsável pelo julgamento de Louise, Amanda Yip, disse que as ações da mulher foram “perversas e calculadas”. Ela também foi descrita como “tranquila e sem emoção” enquanto foi julgada por cinco dias seguidos. O pai das meninas também esteve no tribunal e disse odiar a mulher, principalmente por não ter conseguido conhecer a filha mais nova.

O promotor Oliver Saxby afirmou também, durante o julgamento, que uma irmã de Louise já havia reclamado, em mensagens de texto, que ela deixava as crianças sozinhas para ter relações sexuais com homens que ela conhecia em aplicativos de namoro. Uma antiga amiga da acusada também afirmou que ela, repetidamente, deixava as meninas em casa para beber, principalmente nos finais de semana.

 

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